Os três patetas
Escrito por José Carlos Arruda de Souza
Os americanos Larry, Moe e Curly (este substituído por Shemp) encantaram o mundo com suas bem humoradas e cinematográficas patacoadas por décadas. E incentivaram o surgimento de muitos outros gigantes da comédia, como O Gordo e o Magro, os brasileiros Oscarito, Mazaropi, Trapalhões, Cassetas, etc., só para citar alguns mais expressivos.
O Ceará é um celeiro de humoristas. Nas noites de Fortaleza, turistas e adeptos do riso cumprem uma maratona para encontrar Fulano ou Beltrano, visto que os artistas locais fazem um rodízio nos bares tradicionais e raramente apresentam-se na mesma casa por noites seguidas. Nada para divertir melhor o visitante da cidade do que algumas risadas após os passeios diários pelas suas badaladas praias e o indispensável jantar nordestino. Os cearenses nos legaram Renato Aragão, Tom Cavalcante, Chico Anysio, Falcão e vários outros comediantes de peso e de sucesso do cinema e da TV, que continuam trazendo sua arte de entretenimento e desopilação, mantendo-se firmes e criativos na difícil tarefa de divertir e animar o povo com grande sucesso.
As maiores fontes de inspiração para a criação das suas piadas e dos seus personagens são os políticos de ocasião e outras figuras notórias do cotidiano. Imitam com tanta perfeição a performance individualdos originais que alguns homens públicos, de tão idiotas que aparentam ser, acabam parecendo simpáticos aos olhos do ouvinte, do telespectador, do admirador de entes pitorescos e folclóricos. Ninguém melhor que o povo brasileiro para encarar com bom humor as mazelas da vida. Mazelas estas provocadas justamente por aqueles cidadãos eleitos para seu combate. Blindados e imunes, por força do próprio cargo que ocupam, contra o arremesso de ovo podre.
A teoria do pão e circo difundiu-se pelo mundo todo durante milênios. De dois em dois anos, aqui no Brasil, temos nossas vidas invadidas por milhares de palhaços em busca de votos. Os nomes das figuras, seus apelidos, suas promessas, suas estratégias de campanha são hilariantes, cômicas, repetitivas e vazias, mas dão bom resultado para poucos e dor de cabeça para muitos. O pedido de trégua das suas bandeiras brancas com um número qualquer, já que muitos postulantes não passam disso, as caminhadas, as carreatas, os comícios são formas de diversão pública inigualável. Competem de igual para igual com os comediantes profissionais, a custo zero para o entediado eleitor que, no final da brincadeira, torna-se o verdadeiro bobo da corte.
Observando com atenção, podemos concluir que os atuais candidatos lageanos ao cargo de Prefeito em nada perdem para aquele famoso trio americano que influenciou tanta gente e proporcionou gostosas gargalhadas em lugar do choro inconsolável. Rimos deles agora para chorar depois.
O Ceará é um celeiro de humoristas. Nas noites de Fortaleza, turistas e adeptos do riso cumprem uma maratona para encontrar Fulano ou Beltrano, visto que os artistas locais fazem um rodízio nos bares tradicionais e raramente apresentam-se na mesma casa por noites seguidas. Nada para divertir melhor o visitante da cidade do que algumas risadas após os passeios diários pelas suas badaladas praias e o indispensável jantar nordestino. Os cearenses nos legaram Renato Aragão, Tom Cavalcante, Chico Anysio, Falcão e vários outros comediantes de peso e de sucesso do cinema e da TV, que continuam trazendo sua arte de entretenimento e desopilação, mantendo-se firmes e criativos na difícil tarefa de divertir e animar o povo com grande sucesso.
As maiores fontes de inspiração para a criação das suas piadas e dos seus personagens são os políticos de ocasião e outras figuras notórias do cotidiano. Imitam com tanta perfeição a performance individualdos originais que alguns homens públicos, de tão idiotas que aparentam ser, acabam parecendo simpáticos aos olhos do ouvinte, do telespectador, do admirador de entes pitorescos e folclóricos. Ninguém melhor que o povo brasileiro para encarar com bom humor as mazelas da vida. Mazelas estas provocadas justamente por aqueles cidadãos eleitos para seu combate. Blindados e imunes, por força do próprio cargo que ocupam, contra o arremesso de ovo podre.
A teoria do pão e circo difundiu-se pelo mundo todo durante milênios. De dois em dois anos, aqui no Brasil, temos nossas vidas invadidas por milhares de palhaços em busca de votos. Os nomes das figuras, seus apelidos, suas promessas, suas estratégias de campanha são hilariantes, cômicas, repetitivas e vazias, mas dão bom resultado para poucos e dor de cabeça para muitos. O pedido de trégua das suas bandeiras brancas com um número qualquer, já que muitos postulantes não passam disso, as caminhadas, as carreatas, os comícios são formas de diversão pública inigualável. Competem de igual para igual com os comediantes profissionais, a custo zero para o entediado eleitor que, no final da brincadeira, torna-se o verdadeiro bobo da corte.
Observando com atenção, podemos concluir que os atuais candidatos lageanos ao cargo de Prefeito em nada perdem para aquele famoso trio americano que influenciou tanta gente e proporcionou gostosas gargalhadas em lugar do choro inconsolável. Rimos deles agora para chorar depois.
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